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Bem-vindos a mais uma entrevista do Rap Tuga Report, caros leitores são 3 da tarde e hoje vim até Odivelas para entrevistar Allen Halloween, amado por muitos, odiado por outros, Halloween é sobejamente conhecido pela sua irreverência e de por a realidade a nu nas suas musicas, controverso mas genuíno, também conhecido por Bruxa, Halloween prepara-se para lançar o segundo álbum, e nesse contexto vamos falar com ele e tentar perceber melhor quem é Halloween.

1-RTR: Antes de mais Boa Tarde Halloween, tudo pacifico?
Halloween- Boa tarde, tá-se bem, bem-vindo aqui a Odivelas.



2-RTR: Li na minha pesquisa que chegaste a Portugal com cerca de 4/5 anos vindo da Guiné-Bissau. Lembras-te da primeira vez que chegaste a Portugal, vindo de uma realidade completamente diferente, lembras-te do que te chocou mais?
Halloween- Eu cheguei com 4 anos e com essa idade, não se tem noção das cenas, mas, como qualquer africano, torna-se difícil, quando cheguei fui morar para o Jardim da Estrela, num prédio abandonado ocupado por emigrantes africanos, cresci por ali, depois fui mudando de quarto alugado em quarto alugado, acabei por ir parar ao Ghetto, na Paradela onde vivi 10/11 anos, até ser realojado em Odivelas onde vivo até agora.



3-RTR: Pegando na tua experiência pessoal, qual é a tua opinião acerca dos critérios usados pelas pessoas que têm o poder de decidir realojar pessoas?
Halloween- Eu acho que ninguém pode concordar com isso, porque, até hoje em dia tás a ver os reflexos, de pegares imagina, em 200/300 famílias de um bairro degradado e enfiá-las noutro bairro, chamado social, que no fundo é a mesma coisa, ou seja o que acaba por acontecer é que pegam em várias famílias de vários bairros degradados, e enfiam-nas todas nuns prédios, pensando que isso vai fazer a diferença e que a vida dessas pessoas vai mudar, como por exemplo o Bairro da Bela Vista, para falar de algo recente, ou mesmo outros projects que há por aí, se for preciso a Câmara não vai lá limpar as ruas todos os dias, no fundo os bairros sociais existem para as pessoas que têm poder de decidir as cenas, poderem dizer que as pessoas vivem em prédios e não em barracas, mas, a essência não é muito diferente, se queriam reinserir as pessoas que vivem no degredo, acho que era preferível pegarem em 4 ou 5 famílias e enfiarem-nas num bairro normal e por aí fora, porque ao fim ao cabo, as pessoas são condicionadas pelo meio onde vivem, não vou dizer que vão entrar na linha, porque, nem todas as pessoas que vivem no ghetto andam fora da linha, por exemplo se morares num bairro que está limpo, tu não vais sujar, as pessoas acabam por ser muito aquilo que os rodeia, mas como as cenas funcionam, nunca podem resultar.



4-RTR: Dentro dos bairros onde viveste, tendo em conta que foi a realidade que sentiste na pele, o que pensas que poderia mudar?
Halloween- Pode mudar tudo, agora depende daquilo que as pessoas têm, quanto tu moras num bairro e não tens nada, as pessoas também não podem pedir muito de ti, tu nasces e cresces revoltado com tudo, quase, e às vezes tentas, sei lá…, apontar este ou aquele culpado, mas, ao fim ao cabo, às vezes as coisas são assim, tu sentes que nunca vais sair daqui e a tua vida será sempre esta. Não há um escape, tás a ver?!



5-RTR: No teu bairro, ou na tua zona, participas em algumas actividades para a comunidade?
Halloween- A actividades em que participamos, é quando, há festas aqui na zona e nós normalmente não cobramos nada, damos aquele apoio, também tentámos montar um estúdio aqui na zona, acabou por dar mal.


6-RTR: Não tens o teu próprio estúdio?
Halloween- Eu costumo gravar no estúdio da editora, tenho um pequeno estúdio em casa, mas, normalmente gravo na Sonoterapia.



7-RTR: Mesmo quando queres lançar um som solto?
Halloween- Depende, eu quando quero gravar um som meu, gravo em casa.



8-RTR: Consegues uma boa qualidade de gravação?
Halloween- Eh pá a qualidade é aquela cena, os sons que ouviste até agora, tirando os sons do álbum, mesmo no meu álbum, e as pessoas falam porquê “Mary witch”, e dei esse nome ao meu álbum, porque como tu vês no filme “Blair witch project” e aquilo tá entre os melhores filmes de terror, mas no fundo, qual é o orçamento daquilo?... o meu álbum nem era para ser um álbum, a ideia era ser uma maquete, quando a editora veio falar comigo, o álbum já estava practicamente todo gravado, eu por exemplo, nas minhas partes foi tudo gravado em casa, só houve umas 5 ou 6 participações que foram gravadas em estúdio, quando apareceu a editora disseram-me que podia sair um álbum, o Mário que foi quem fez a masterização do meu álbum, que também não podia fazer milagres, ele masterizou aquilo da melhor maneira, fizemos umas ou outras captações em estúdio e o álbum saiu para a rua, agora as coisas já tão um bocado diferentes, também o material já é outro, o novo álbum provavelmente sairá melhor em termos de qualidade sonora, agora em termos de rima, penso que é difícil…


RTR: … porquê difícil?
Halloween- …Porque “Mary Witch” é um álbum muito concentrado, é um álbum em que juntei sons desde que comecei, e quando funciona assim, tu na hora de lançares a tua cena, pões os teus melhores sons, agora tive um ano/um ano e meio, do Mary witch para cá e o resto é tudo novo, tudo o que tá no álbum que vai sair é novo, então é como tares a escrever durante 10 anos e surge a oportunidade de gravares um álbum, então em termos de rima esse projecto vai sair muito concentrado, agora tu tens um ano para escrever um álbum, as cenas saem da mesma maneira, mas, já há se calhar uma aposta, mais na sonoridade, o som já soa melhor, o beat já é melhor, a captação é melhor, mas, em termos de rima acho que o Mary Witch era mais pesado/concentrado em termos de rima, não sei se posso falar mais concentrado, mas mais real em termos de rima, pelo aspecto de que, tudo o que eu falei no meu primeiro álbum, foi a minha vida até ali e a minha vida também mudou, há coisas que eu fiz no Mary Witch que já não as posso fazer, agora há pessoas que podem pensar que isto tem haver com, que a tua conversa mudou, mas não, é a tua vida que vai mudando e há coisas que também têm de mudar nas tuas rimas.



9-RTR: De que forma achas que o teu rap, pode influenciar ou mudar a consciência de quem te ouve?
Halloween- É assim, há muita gente que diz “O rap do Halloween fala disto e é mau exemplo”, mas, o nosso rap é mais baseado em factos e não naquela de que eu sou um professor e vou ensinar aos putos o que eles devem fazer, eu faço rap mais numa de descrição, o que fizemos e no que foi dar, é mais rimar a tua vida e a vida dos bairros, no sentido de, tu veres os vários trajectos que tu nas ruas podes ter, e naquilo que vais dar, eu posso ser gangster e ser o maior na rua, mas noutras coisas se calhar não sou o maior e daí tiras as tuas conclusões, não gosto da cena dos rappers armados em professores a dizer aos putos isto e aquilo, até porque eles nem são da rua, por exemplo, um rapper que a experiencia de vida é mais baseada em livros e naquilo que aprendeu, ele quando vem falar com um puto, passado 1 minuto de conversa o puto vai dizer “Este gajo é um otário” ele leu isso num livro mas ele não sabe como as coisas funcionam aqui, eu não gosto muito de dar conselhos, nem para o bem, nem para o mal, eu rimo aquilo que eu faço e aquilo que eu vejo, e aquilo que as cenas vão dar, por exemplo aquele som com o Mali, que não chega a ser um som, houve uma falha, era um som que era para sair no meu álbum, mas, eu gravei a minha primeira parte, o Mali um dia fez um Freestyle na minha casa e eu não sei como o som foi parar à rua, aquele som tinha uma segunda parte minha, até deram um nome na net (“Kova ou Kuzu”), aquele som chamava-se “Uma tonelada de consciência”, ou seja, é um som em que eu digo “…anda atrás da bruxa…”, sou maluco, é?! Anda atrás de mim!- Faz isto! -Faz aquilo!, depois tu vês o final, “…agora tenta mudar…”, chegas a uma idade e…“…o teu futuro é kova ou kuzu.” As pessoas percebem é as coisas como querem perceber, uma pessoa quando não gosta diz :-“Ele tá a dizer neste som para roubarmos e matarmos”, Não! Eu tou-te a dizer se tu pensas que eu sou aquele gajo maluco e vais-me seguir, vamos banhar, vamos fumar, qual é o resultado final? O meu rap não é tão inconsciente como as pessoas pensam. E esse som ao fim ao cabo fala disso, daí “Uma tonelada de consciência”.



10-RTR: Sentes-te mal interpretado pelas pessoas que te ouvem?
Halloween- Não, por exemplo eu acho que o “Mary Witch” tem várias faixas, onde tu podes tirar as tuas próprias conclusões, mas, as pessoas quando querem pegar por algum lado, até dizem aquilo que tu não disseste, eu uma vez dei uma entrevista e o gajo que me entrevistou, foi escrever, “O crime é uma coisa da qual te deves orgulhar” e eu no som dizia precisamente o contrário e como esse exemplo há vários.



11-RTR: Quando tiveste contacto com o rap pela primeira vez? Quais as primeiras cenas que te lembras de ouvir e curtir?
Halloween- Foi no final dos anos 90, os grupos que havia na altura que eu ouvia mais era “Lost Boys”, “Wu Tang Clan” e por aí…



12-RTR: Falando agora do colectivo “Youth Kriminals”, quando se conheceram e quando começaram a fazer rap?
Halloween- Nós conhecemo-nos à muito, nem te sei bem dizer desde quando, mas por volta de 1999, costumávamos tar muitas vezes juntos na Póvoa de St. Adrião, e foi mais ou menos nessa altura que começamos a fazer rap juntos.



13-RTR: Sei, pela pesquisa que fiz, que alguns manos teus, infelizmente, acabaram por falecer, inclusive, tens no teu myspace um vídeo de homenagem a Amadinho, ao ver esse vídeo senti, que, todos os que tão lá contigo, são como uma família, não sentes que no hip-hop tuga falta esse espírito de união e solidariedade?
Halloween- Existe, mas, o rap não permite que hajam grandes famílias, porque isto não é os Estados Unidos, aqueles que sobressaem e que até conseguem gravar um álbum, não ganham assim tanto com isso, para tu poderes ajudar os que estão contigo, porque em Portugal não há muito dinheiro para o rap.



14-RTR: O que pensas do estilo “Punchline”, actualmente um dos estilos que mais se ouve em Portugal?
Halloween- É assim, eu desde que comecei a rimar, um dos poucos sons “punch” que fiz, foi o “Fuck all..yo”, esse foi um som bué falado por isto e por aquilo, e eu falei simplesmente aquilo que penso daqueles MC..s de quem falei, e porquê? Na altura eu andava em digressão no Toxic Tour, uma cena organizada pelo Zeblack, e eu acho que não era eu mesmo se tivesse a beber copos e a girarem-me as ganzas deles, e eu tar a rir-me para eles, mas, no fundo, tar a pensar aquilo que eu falei no som, agora é diferente, eles já sabem a minha opinião acerca deles, agora se esses gajos me vierem pagar um copo ou girar uma wella, já o fazem com a consciência do que eu penso deles.



15-RTR: Eu considero-te pessoalmente, um excelente “storytaylor”, grande parte das tuas musicas têm uma história e expões as tuas letras de uma forma bastante visual, estimulando a imaginação de cada um, acerca das realidades que relatas, que opinião tens em relação à “Poesia Urbana”, que é feita pelos MC..s de hoje em dia?
Halloween- Eu faço “poesia urbana” com palavras da rua, é importante que te entendam sem usar palavras caras, por exemplo, há um estudo que diz que se reunisses todo o material, baseado nas citações de Jesus Cristo, ias reunir 2 horas de tudo o que tá registado daquilo que ele falou durante os 33 anos de vida, mas o mais importante e por isso falo nele, é que a linguagem que ele usava era simples para toda as pessoas entenderem a mensagem, no fundo ele falava de uma forma inteligente usando palavras baratas.


16-RTR: Em relação às editoras em Portugal, que opinião tens acerca delas?
Halloween- Eu não conheço muitas, mas, aquilo que penso das editoras major, é que, têm muita dificuldade em encontrar o MC certo, talvez porque não sintam o rap como deve ser sentido.



17-RTR: Sentes-te descriminado em relação a outros rappers, por parte das pessoas que têm um papel de promover, editar, apoiar o rap?
Halloween- Eu podia tar aqui a queixar-me, mas, o meu álbum tá na rua, e por vezes dando o exemplo do rap crioulo, sinto que têm muito mais dificuldades ainda, mas, acho que isso é mesmo cultural, pegando no exemplo do futebol, e do meu Sporting, o Paulo Bento, no inicio da época bem queria por o Postiga no lugar do Liedson, só por ser português, mas, no final das contas chegou à conclusão que o melhor era ter lá o “Levezinho”. Em qualquer área penso que deviam ter em conta a competência, independentemente da origem das pessoas.



18-RTR: Numa visita ao teu myspace, notei que tens concertos agendados para várias cidades na Europa, nomeadamente, em Espanha, França, Itália, … quais são as tuas expectativas?
Halloween- Quem tá a tratar da tour é o Mali, e eu para ser sincero nem sei muito bem onde vou, ele com algum tempo de antecedência, dá-me o toque.



19-RTR: Estiveste também em Angola no final do ano passado, o que significou para ti, actuares em África e o que retiraste dessa experiência?
Halloween- Foi excelente, quando lá cheguei não tinha noção ao que ia, primeiro porque a maior parte das pessoas estavam lá por minha causa, e isso é bom nem que seja para o teu ego, por outro lado, em Angola há muito dinheiro para investir na musica, só para dar um exemplo, os Kalibrados andam de Hummer, foi bom, gostei da experiência.



20-RTR: Na tua música “Na noite da lisa”, que recentemente publicaste no myspace, a musica tem o nº8 atrás do nome, será a oitava música da “Árvore Kriminal”?
Halloween- Sim essa vai entrar, alguns sons, que já andam por aí também eram para entrar, mas, alguém pôs isso na rua sem tar masterizado nem nada, e os sons acabaram por ficar queimados e já não entram.



21-RTR: Nessa música falaste, ainda que, de uma forma de fazeres uma referência, da etnia cigana, pegando no estereótipo que existe uma grande rivalidade, entre ciganos e os portugueses de origem africana, achas que esse mito tem fundamento?
Halloween- Não, a comunicação social é que transmite essa ideia, porque para eles terem notícias é bom terem guerras dessas, e nada melhor para quem tem o poder do que, por ciganos e pretos a matarem-se uns aos outros, porque no fundo quem odeia as raças e as etnias, são a extrema-direita, a polícia e a comunicação social.



22-RTR: Em que te inspiras no teu processo de criação e como costumas escrever? És apologista que se deve escrever um som a ouvir o beat, qual é a tua formula de trabalho?
Halloween- Eu normalmente rimo a realidade que observo. Agora no processo de construção de um som, não acho que seja preciso tar a ouvir o beat para escrever, no fundo deves escrever quando tens inspiração para tal, alem disso, eu normalmente rimo num ritmo que já tenho muito interiorizado e basta-me por a minha mão por trás da cabeça e fazendo o ritmo com os dedos, parece bizarro mas é assim que escrevo a maior parte das minhas letras.


23-RTR: “Mary Witch” foi um álbum envolvido em vários assuntos do oculto, está directa ou indirectamente conotados com o mito urbano “Mary blood”, práticas associadas a bruxarias, pegando neste ultimo aspecto de que as bruxas sempre foram olhadas de lado e perseguidas, houve momentos na história em que foram chacinadas e queimadas na praça pública, estando o nome bruxa associado ao teu rap, sentes-te perseguido e atacado por pessoas que não estão a par da tua formação intelectual e que fazem juízos de valor acerca das tuas letras, já te sentiste ameaçado por causa da tua musica?
Halloween- Claro, a minha musica fala de coisas que incomodam muita gente e é normal que haja quem não goste, só para te dar exemplos, depois de lançar o meu álbum, veio um policia ter comigo dizer “eu sou o Varela”, depois já levaram putos cá do bairro e bateram-lhes, dizendo depois “digam aos Halloween, que lhes vamos fazer a folha”, até pensam que Halloween é um grupo, enfim… contra a ignorância eu não posso fazer nada e como já te disse eu não quero ser professor de ninguém.



24-RTR: Recentemente, surgiste num feat com “Mentes Criminosas” a cantar em crioulo, há quem diga que no início praticamente, só rimavas em crioulo, é verdade?
Halloween- Não, é mentira, eu sempre rimei em português, porque é o português que eu falo a maior parte do tempo, também sei falar crioulo e surgiu fazer esse som com as “Mentes Criminosas”, e acabei por faze-lo em crioulo, mas para mim não interessa a língua em que rimas, interessa sim, a mensagem que transmites e se a consegues fazer chegar às pessoas.



25-RTR: Também ouvi dizer que tens um grande talento para desenhar e que já foste graffiter, queres falar-me desses tempos?
Halloween- Nunca fui graffiter, mas, sempre desenhei retratos, um dia disseram-me porque não desenhas os teus retratos nas paredes, achei interessante a ideia e acabei por fazer alguns, mas, sempre retratos, mas, graffiter não sou, até porque essa vertente já é só para gente rica, sai caro fazer pinturas nas paredes com os preços a que estão as latas.



26-RTR: Abrangendo a nossa conversa para outras artes, falando daquela que é chamada a 7ª arte, o cinema e pegando no exemplo de muitos rappers americanos que entram frequentemente em produções de Hollyhood e outros filmes, gostavas de entrar num filme português? Se sim, qual o papel que gostavas de fazer?
Halloween- Nunca pensei nisso, eu não sou actor, mas, não digo que não, quem sabe, desde que a minha personagem fosse algo familiar para mim, acho que conseguia fazer com naturalidade o papel de Gangster, Carocho ou até de Policia (tou farto de ver como eles actuam), se um dia surgir uma oportunidade, talvez aceite.



27-RTR: Voltando ao rap, que conselhos darias a quem está a começar?
Halloween- O melhor conselho que posso dar é para fazerem mais rap do que ouvirem, é bom que a nova escola venha com algo diferente do que já se faz.



28-RTR: Qual achas que será o teu papel no rap daqui a 10 anos?
Halloween- Eu não sou bruxo, mas uma coisa eu sei, sei que no final da carreira não terei 40 álbuns, o meu rap fala da minha vida e vai haver uma altura, em que a minha vida não mudará muito e não quero fazer 2 álbuns seguidos a falar do mesmo, no máximo sou da opinião que um rapper consegue fazer um bom trabalho e falar da sua vida em 5 álbuns e acho que daqui a 10 anos vou pensar da mesma forma.



29-RTR: Agora para terminar tenho algumas perguntas de resposta rápida:
Melhor álbum de sempre?
Halloween- Wu Tang Forever.


RTR: Melhor rapper?
Halloween- Tupac.


RTR:Com quem gostaste mais de fazer um feat?
Halloween- Kriminals família.


RTR:Com quem nunca farias um feat?
Halloween- Com quem não tem nada a ver comigo.


RTR: Melhor voz feminina de sempre?
Halloween- Bjork, ela consegue ter a mesma voz ao vivo e no álbum e nos registos em que ela canta é surpreendente.


F)
RTR:Personalidade fora do rap que mais admiras?
Halloween- Jesus Cristo.


G)
RTR:E a que mais te repugna?
Halloween- Hitler



RTR: Bom, resta-me agradecer-te Halloween, um obrigado especial também a Mitó (Youth Kriminals), à Jeremy e ao pequeno Alpha que estiveram presentes e me receberam muito bem, a ti Halloween desejo-te tudo de bom, a nível da musica e a nível pessoal, FLY ALLEN FLY.

Halloween- Eu é que agradeço, volta quando quiseres.


RTR: Quanto a vocês, fiéis leitores, espero que tenham gostado e espero que ouçam Halloween de uma forma consciente, porque aquilo de mais importante que retirei desta entrevista, é que, ninguém consegue ler um livro, vendo apenas a sua capa.
Pacifiquem-se
Entrevista elaborada e redigida por Pacifico.

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